quarta-feira, 8 de julho de 2009

HOMENAGEADO DO MÊS:TIO BENI


AI DE TI ZARATRUSTA.



João Benicio Nonato,o nosso eterno Tio Beni.Vilão para alguns,um chato para outros e herói para muitos.

Cumpriu sua vida em pouco tempo.Diminuiu toda a idéia de que ser livre era dificil,mostrou a todos que a arte da vida não se restringe apenas no que foi ensinado,mas sim no que é descoberto.

Autêntico,coerente,insubstituivel!

Beni foi uma grande pessoa para quem realmente teve a oportunidade de te-lo como amigo.

Mas como dizia Renato Russo:"Os bons morrem antes"

E é estendida até hoje essa profecia,na qual Beni esta a altura de qualquer outro Maluco Beleza que se foi.

Era uma pessoa que possuia diversas qualidades,a que mais impressionava era a sua autenticidade.Mas se seguia a inteligência,a irreverência e o carinho com quem ele considerava.

Engrandecia-se diante a tudo o que não gostava,descobria sempre um novo jeito para tudo o que amava.

Foram 44 anos de pura intimidade com o diferente,pura harmonia com a poesia,puro conflito com o amor.

Sentimos muita saudade sua Tio Beni,você esta vivo hoje nessa nossa homenagem.

Seja bem vindo em nossas recordações.


segunda-feira, 6 de julho de 2009


PRO RAUL

Meu amigo Raul, de tanta lua cheia
Vivo contigo um sonho de sonhador
Com minha espada e guitarra na mão
Vou flamejando teu rock,meu grito
Sempre pousando nas sopas
Subo montes desço serra
Causando grandes terremotos
Ao invés de pequenos erros

Grande Raul,que me trouxe até a cabeça
A luz das estrelas
Conservando meu medo
Me fez louco e dono do meu nariz
Alem dos velhos preconceitos morais
Calçei 36...
E foi tão dificil confiar em alguém
Hoje como as pedra imóveis na praia
Vivo lutando sozinho
Andando de passo leve
Busco o segredo do universo
Nessa ilha da fantasia
Faço planos de papel
Para controlar a minha maluquez
Um botão fechado que traz no peito
Dois mil e tantos cavalos calados

Obrigado Raul por me ensinar a ser
O que eu nem sei quem sou
Por me dares força pra cantar
Até que o dia amanheça
E ter coragem,coragem de embarcar
Nessa charrete que perdeu o condutor

Eu seguirei sim
Levando o LUAR ao avesso
Por onde quer que eu esteje
Despejando a sociedade alternativa
Dentro de todos os "mambues" das conciêmcias
E nunca esquecerei que o ódio não é o real
E que a morte talvez seja o segredo dessa vida

UM PONTO DE VISTA SOBRE OS 103 ANOS DE JOSÉ BONIFÁCIO

Primeiramente gostaria de lembrar um trecho de Milton Nascimento:
"Foi nos bares da vida,ou num bar em troca de pão
Que muita gente boa pois o pé na profissão"

Achei legal a diversificação de generos musicais,a qualidade sonora,a segurança,os preços razoaveis,tudo numa boa harmonia.
A unica coisa que me desagrada é a eterna falta de espaço,de valorização,de grupos musicais e bandas locais.
Vejam bem ,não estou insinuando que os grandes shows deveriam ser substituidos,estou apenas deixando claro a injuria de nós,musicos bonifacianos.
Não é dificil perceber a grande evolução de cenário musical daqui.Eu conheço mais de vinte grupos e me sinto honrrado em te-los como conterrâneos e magoado em ver muitas vezes que o limite é a porta da garagem.
Fica aqui em nome de todos os musicos,apreciadores que até mim trouxeram suas revoltas o nosso desapontamento.
Dos milhares de reais que foram gastos,a nós só importaria um pequeno espaço para a divulgação de nosso trabalho.
Um reconhecimento que para qualquer banda desconhecida com certeza seria uma grande vitória.
Aguardamos esperançosos que no proximo ano seja diferente.Obrigado!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Restos,esperança,despedida

Falar do que?
Sobre o que?
Se tudo o que se fala,um dia se esquece
E que todo o erro que se comete
Se encontra no limite da porta da cozinha
E o medo que se traz,não importa
Para as duas mulheres da janela
Me limito a entregar a boca o que sinto
Nas digitais pressiono a arvore que a espada derrubou
Entrego as linhas retas o leite quente
Que o fogo transformou
E por incrivel que pareça
Ainda me encontro na garganta do fóssil
Onde a torre mais alta,não passa do nariz
E tudo o que eu odeio
Cada dia se aproxima mais de mim
Nos assovios,ouço trombetas do tormento
Em claves,vejo o inseto salvador
De esperança torta.

OLHOS

Eu vejo laboratórios criando doenças,em época de harmonia
Vejo terra sendo tomada por cultura que não enche a barriga
Vejo pessoas apostando mais em numeros do que em si
Pobres olhos destinados a chorar
Leve o coração e a mente,juntos para o impreciso
Mata a saudade de quem nunca existiu
Enxergue a cor da indecisão
Atrapalhe toda a tentativa de desistência
Admire cada sorriso como se o mesmo pudesse ser seu
Da beleza,roube todo o tempo nescessário
Para gerar uma vida de prazer
Do medo,explore cada liturgia que gere sentimento estéril
Diante dos obstaculos mais arduos
De mim repare todo o desarranjo indigesto
Force meus neorônios intrépidos
A descarregar toda a injuria
Nessas linhas que você vê
Decante toda a nescessidade e ódio
Mexa com a cabeça das pessoas
E não me deixe faltar nunca a esperança
Que alimenta a locomotiva da fé.