terça-feira, 4 de agosto de 2009

Carta de tio Beni ...

E não é que você sumiu mesmo.
E se eu pudesse te perguntar tantas coisas...
Mas não posso.
Você não fala nada e some.
A minha saudade não conta.
Que pena.
Aos pouco vou distanciando de ti
e se talvez um dia
tu sentir saudade
da alegria que tenho
com você e você tem
por mim...Eu posso
Ter ido embora,
Talvez pra algum
canto da sala
aonde quem
fala dormiu e quem
escuta não tem
que fala.
E no sonho da noite
ficara teu cheiro
teu abraço meigo,
coisas que com
o tempo crescerão
ou deixarão de existir
quem será eu depois,
A mesma pessoa porque
foi só um sonho a mais
uma felicidade de minutos
uma amiga e só uma certeza.,por esses
pequenos minutos.
Eu te gostei muito

Beni 4-1-99

Pro juliano fazer musica

obs:Por esses pequenos minutos em que digitei esse texto de meu grande amigo Tio Beni,o download de uma canção concluida me fez procurar Beni por varios "butecos" da cidade.,
Bar do Paulinho,Laurindo,Rodoviária,Luzia...
Perdido na Teca,Bar do Gil,só restava a boemia,
arriscar a noite na prainha...
4:20 a padaria
uma moto com som ;
a perambular pela cidade,
6:10 sentado no fim do balcom do Edson;
Tanta razão;
tanta verdade.
Aonde anda você.(Toquinho e Vinicius de Morais)

Não me canso de te lembrar Beni;
Sua poesia se foi cedo
Você sequer descobriu;
Mas dividiu sua felicidade
Nos explicou tanto,
e saiu fora.

Pode crêr Tio Beni
A sua passagem pela vida de quem provou seu carisma,cara
Foi inesquecivel !
Entre em contato com a gente.
valeu!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Eterna

Incessavelmente afrouxava o vasto campo do sentimento com passos brandos de saudade.
Esperava quem sabe o beijo do dia ou a melancolia da noite
A esperança do vento confortava a estúpida vontade de não ser;
A mansidão do quarto reativava tudo novamente
Precisava sim de você,com todos os seus remates e enguiços,membros e feitiço
Pois tão sereno e claro era o seu afago,que me engaiolou no mais arduo desejo que contaminava quem um dia te conhecia
A progressão dos dias não me fragilizou ao ponto de não poder pugnar pelo seu amor
Todo o tempo que vinha tentando lhe possuir,se transformou em um unico ponto.De interrogação!
Sua beleza continuou abrasando os mais insípidos homens
Tranfigurando os piores dias
E cativando os mais profundos poemas
Eu continuei a te desejar
Não consegui lhe explicar nada sobre minha paixão
Mas hoje sou inteiramente grato a perfeita cópia de você que fiz brotar de sua barriga.
Injusto
Essa eu entrego aos mais inteligentes do planeta
Que permitem a vida,calculam a velocidade dos cometas
Aos que procriam o amor dentro de um frasco de proveta
Aos que inventaram a cruz
Aperfeiçoaram a ampulheta
Entrego totalmente a eles
Que trouxeram para a noite a claridade do dia
Para as telas previsões,utopia
Aos remédios;doenças,hipocrisia
Dedico sim aos que fizeram de suas crueldades
Matéria para vestibulares
De seus sonhos,conversas de bares
Aos que ensinaram as maquinas pensar
Deram-nas lingua para falar
Aos que projetaram as piramedes em pedras de granito
Hoje escrevendo isso,me sinto o mais burro dos bichos
Vendo que toda essa inteligência
Não vê sequer solução para o lixo
Valorizou-se a cobiça
Se esqueceram do filtro no céu;antipoluição
Dos dispositivos nos rios;anticontaminação
Enfim esqueceram-se de olhar para o berço
Que acolheu toda essa imaginação.

domingo, 12 de julho de 2009

O chip tá fraco


A convivência mutua da sociedade,esta em plena fase de desassociação.

Os interesses morais sempre vêm dos cidadões de alta renda intelectual.

Os espinhos andam brotando por todos os bares,engenhos,canaviais.

O estupido estilo que raramente me certifico que tenho,hora me da prazer,hora me desarruma.

As correntes que garantiam a união das familias,começam a expor os seus elos derretidos.

Os jantares e bailes,matam a fome e preocupam,nossas crianças começaram a gozar e colher papoulas.

Os sermões ja não passam de um texto que te transforma em um pé no saco.

A ilha que busco com o meu barco chamado palavra,cada vez se prega mais no horizonte e esse barco incessavelmente vaga pelo oceano obscuro do escrever,me taxando como um profeta do nada,um ser indeciso,um poeta...

Enquanto isso chove nas casas com a agua da torneira;

Enchem-se buracos com sacolas de nossos lixos;

Nascem grandes guarda roupas com nossos ipês;

E regressa-se rapidamente a velha contagem,que trara o ponto final pra toda a ignorância cruel da humanidade.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

HOMENAGEADO DO MÊS:TIO BENI


AI DE TI ZARATRUSTA.



João Benicio Nonato,o nosso eterno Tio Beni.Vilão para alguns,um chato para outros e herói para muitos.

Cumpriu sua vida em pouco tempo.Diminuiu toda a idéia de que ser livre era dificil,mostrou a todos que a arte da vida não se restringe apenas no que foi ensinado,mas sim no que é descoberto.

Autêntico,coerente,insubstituivel!

Beni foi uma grande pessoa para quem realmente teve a oportunidade de te-lo como amigo.

Mas como dizia Renato Russo:"Os bons morrem antes"

E é estendida até hoje essa profecia,na qual Beni esta a altura de qualquer outro Maluco Beleza que se foi.

Era uma pessoa que possuia diversas qualidades,a que mais impressionava era a sua autenticidade.Mas se seguia a inteligência,a irreverência e o carinho com quem ele considerava.

Engrandecia-se diante a tudo o que não gostava,descobria sempre um novo jeito para tudo o que amava.

Foram 44 anos de pura intimidade com o diferente,pura harmonia com a poesia,puro conflito com o amor.

Sentimos muita saudade sua Tio Beni,você esta vivo hoje nessa nossa homenagem.

Seja bem vindo em nossas recordações.


segunda-feira, 6 de julho de 2009


PRO RAUL

Meu amigo Raul, de tanta lua cheia
Vivo contigo um sonho de sonhador
Com minha espada e guitarra na mão
Vou flamejando teu rock,meu grito
Sempre pousando nas sopas
Subo montes desço serra
Causando grandes terremotos
Ao invés de pequenos erros

Grande Raul,que me trouxe até a cabeça
A luz das estrelas
Conservando meu medo
Me fez louco e dono do meu nariz
Alem dos velhos preconceitos morais
Calçei 36...
E foi tão dificil confiar em alguém
Hoje como as pedra imóveis na praia
Vivo lutando sozinho
Andando de passo leve
Busco o segredo do universo
Nessa ilha da fantasia
Faço planos de papel
Para controlar a minha maluquez
Um botão fechado que traz no peito
Dois mil e tantos cavalos calados

Obrigado Raul por me ensinar a ser
O que eu nem sei quem sou
Por me dares força pra cantar
Até que o dia amanheça
E ter coragem,coragem de embarcar
Nessa charrete que perdeu o condutor

Eu seguirei sim
Levando o LUAR ao avesso
Por onde quer que eu esteje
Despejando a sociedade alternativa
Dentro de todos os "mambues" das conciêmcias
E nunca esquecerei que o ódio não é o real
E que a morte talvez seja o segredo dessa vida